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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tempos Modernos

Vivemos em um tempo onde a criança não sabe mais de onde vem a fruta que é comprada no mercado, não sobe em árvore nem sente o gosto de fruta colhida no pé. Quando eu era criança, eu tinha um pé de caju-banana que era só meu, eu deixava alguém colher de vez em quando, tinha ciúme do meu pé de caju. Era uma árvore antiga e enrugada, muito linda, com folhas verdes e cheia de frutos durante o verão. Eu subia nessa árvore para colher seus frutos. Penso que as crianças de hoje nem mesmo tem quintais quando moram em apartamento.
As crianças de hoje bebem suco de caixinha, tomam leite de caixinha, se bobear nem sabem que o leite vem da vaca.
No sentido de facilitar a vida, esses produtos acabam nos afastando dos produtos naturais e da própria natureza. Todos querem facilidade, por isso, os produtos com conservantes, o semi-pronto, o fast-food são escolhidos em vez de uma comida balanceada.
Com isso facilitamos para doenças oportunistas e crônicas e depois pagamos caro por consultas e remédios por causa dessa má alimentação.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Neverland

Quando a infelicidade é uma rotina
Ensaio uma possível felicidade
que não vem de lugar nenhum

Não existe alegria,
Não existe amor,
Só mercadorias.

Onde estão os meus amigos?
Sim, eu também ouvi Oasis.
Onde estão os meus sapatos?
Guardados no armário
Junto com tudo que aqui
Eu não posso usar.

Aqui eu não sou
         eu não estou
         eu não vivo.

Aqui eu finjo ser quem eu não sou.

Estou guardada dentro de algum lugar
Onde as lembranças são vivas,
E meus cabelos voam
com a brisa que passa,
e meu sorriso não é forçado,
e minhas palavras não são medidas,
e minha voz ecoa
mas, não há silêncio.
Por que falamos todos juntos.

Neste lugar eu sou eu mesma
e estou viva
e não preciso ser agradável
e não preciso ser parecida com alguma mulher
nem preciso fingir feminilidade
e posso ser autêntica.

Posso usar meu batom vermelho
e falar qual é o meu sexo
e como quero fazer e com quem.

Por que não existe essa hipocrisia
Neste lugar, que só eu visito
e
outros loucos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O grande problema da ignorância



Ontem foi um daqueles dias em que as pessoas estúpidas estavam ao redor, tentando me bloquear.
Eu não sei por que tudo que eu quero fazer é tão impossível de ser realizado para quem me vê. Na minha cabeça é tudo tão fácil. Basta contar para alguém, pronto, eles inventam medos e perigos que não existem.
Parece que querem me manter em um estágio que eu já ultrapassei a séculos.
Quando quero ir sozinha a algum lugar vem logo alguém para me dizer que alguma coisa ruim vai acontecer, parece até que eu sou essa coisa frágil que vai quebrar assim tão fácil.
Eu quero ir até o meu limite, e quando chegar lá vou estabelecer outro ponto de limitação, mas, sou eu quem estabelece onde fica esse ponto e não qualquer um que possui cultura e modo de vida diferentes do meu.
O meu nível de evolução é diferente do nível dos demais, quando eu já estou voltando, eles nem sequer descobriram o lugar, ou a coisa legal, ou qualquer coisa. Simplesmente não sabem encontrar as coisas por si mesmos, são crianças perto de mim em todos os setores periféricos da minha mente. E crianças em corpos de adultos, isto é a coisa mais irritante do mundo!
Os estúpidos nem sequer diferenciam as coisas mais simples de serem vistas, são nada e ninguém querendo que mais uma pessoa fique junto com eles formando o time dos fracassados e mantendo a união fracassada e a fortalecendo cada dia mais. Estupidez esta é a palavra do dia.
Acho que fui dormir e acordei no planeta dos macacos e em um século anterior à este em que deveria estar o ano de 2012.






segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O grande problema da ignorância


Parece até piada, mas, todos os males que acontecem à humanidade podem ser frutos de uma ideia que se tem ou não dentro da cabeça. E, pensando nisso, coisas tão bobas que pensamos ou desejamos, podem não ser assim tão bobas. Por que isso pode se transformar em ação. Resumindo, é no pensamento que tudo começa. É no campo das ideias que estão todas as ações (sejam elas boas ou más).

Sem a noção de que ideias fazem parte de nossa sociedade não podemos caminhar. Por que são elas que nos fazem, isto é, nossas escolhas são nada menos do que ideias expostas através de ações.

Agora, voltemos ao lugar comum em que algumas pessoas desconhecem que as ideias tem grande poder sobre suas vidas, este é o lugar da ignorância. E quando desconhecemos algo, precisamos antes de tudo buscar o saber. Será que estamos realmente em 2012, (onde a tecnologia faz parte da vida de qualquer pessoa disposta a obter um celular) mas ainda não conseguimos pensar por nós mesmos, como acontecia no tempo das trevas? Será que a maior parte da sociedade letrada sabe o que foi o tempo das trevas?

 

 

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Penetrando


O que nos une? O que nos separa? Tanta proximidade, tanta permissão e uma eterna distância. Distância sombria, que corta qualquer vínculo temporário.

Garotos, garotas e seus afins. Juventude reunida. De cabeça erguida, ás vezes sim, às vezes não. Sigo na contramão sem saber como distinguir vandalismo de revolução? Nem eu sei dizer o que penso sobre tudo que acredito e cumpro em mim. Não sei se esta causa me torna uma escrava.

20 de maio de 2012 foi um dia daqueles, entrei em muitos lugares e não-lugares, vi muitas pessoas e alguns ninguéns. Tomei muitas bebidas e não paguei por nada. (Eu entro e saio de muitos lugares e nunca faço parte do lugar, apenas observo). O que vi:  corpos lascivos em ritmos frenéticos, entorpecidos ou simplesmente ritmados no embalo de um som agressivo aos meus ouvidos (por que o meu som nunca toca por aqui, quando toca é apenas uma música e acaba rápido).

Escrevi esse microtexto às seis da manhã e voltando da noite anterior. Quando saí às sete horas da noite; “penetrei” legal, geral. Penetra do tipo vip. Que entra e anima a festa. Em outros lugares fiquei quieta no canto com medo dos não-iguais. O que é um absurdo.

Nós humanos somos os seres mais patéticos, por que procuramos os outros e ao mesmo tempo os tememos. Temos medo da solidão, e mais medo ainda de quem pode suprir essa solidão. Tememos até a falta de sentir medo. Eu senti muito medo. E fiquei firme. Não estava no meu lugar. E não demonstrei isso em momento algum. Afinal nem lembro mesmo a última vez que estive nos “ meus lugares”.

 

terça-feira, 9 de outubro de 2012


PESADELO FABRICADO EM MASSA E PARA MASSA

Fico  impressionada com a capacidade que a sociedade atual tem para fingir que tudo está bem e que não existe a necessidade de procurarmos por ajuda psicológica. Nos dias atuais em que temos tanto aceso à (sabedoria) informação, algumas pessoas preferem que suas ângustias se transformem em tumores e às vezes em câncer, mas não querem procurar ajuda, nem mesmo que seja auto-ajuda. Por que os livros estão em todos os lugares, basta procurá-los, e se tiver preguiça de ler, é só assistir a um filme que trate sobre um assunto que lhe interessa, e assim, resolver ou até mesmo obter ajuda para alguns questionamentos.

 Mesmo assim, as pessoas de nossa sociedade preferem esconder seus traumas e alimentar o monstro que estes criam dentro de suas mentes. O que por vezes resulta em caso em que psicopatas convivem lado a lado de pessoas saudáveis, sem que estas saibam de sua doença. Gerando danos à mente de quem está ao seu redor, tanto de crianças quanto de adolescentes e adultos que possuem pouca formação ou ainda se encontram em processo de formação.

Uma das principais características que tais indivíduos possuem é o de querer governar a vontade de outras pessoas que se encontram sob seu domínio. Sendo que, geralmente tendem a influenciar quem está ao seu redor com idéias negativas ou até mesmo sugerindo que devem ser pessoas dóceis e calmas que devem aceitar a submissão e a opressão que estes lhe impõem.

E até quando iremos aceitar que algumas pessoas determinem o futuro de outras? Até quando iremos aceitar ver a juventude ser destruída por que “coronéis” querem mandar e desmandar na vida de todos. Não é aceitável ver gente honesta sendo subjulgada por pessoas que nem mesmo se dão ao trabalho de conhecê-las. E essa gente honesta, que é diariamente humilhada por seua patrões (ou melhor por seus senhores feudais), essa gente é quem dá todo o lucro que o seu “dono” possui e que utiliza para se divertir em seus parques de diversão.

Enquanto o filho do pobre, o filho de ninguém vende alguma coisa ou até vende a si mesmo em uma esquina, o filho do senhor feudal (o fidalgo) está usando um produto produzido por escravos em algum país da Ásia, para logo depois ser assaltado ou “não”(às vezes o assalto é a mentira que eles inventam para não contar pelo que trocaram o produto) pelo moleque que fica na esquina.

Este é um ciclo interminável em que nos perguntamos quem atirou a primeira “pedra”, e não saberemos responder. Enquanto isso uma mãe chora por seu filho que matou ou que morreu, ou  que roubou ou que foi assaltado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Não peça a verdade

E conhecereis a verdade e ela vos libertará... ou lhe aprisionará em um calabouço imaginário.
Onde nem mesmo os autores de histórias infantis conseguiriam chegar com sua imaginação deficiente e sem recursos, já que nem mais escrevem, apenas observam as histórias anteriores e fazem re-leituras. E nós do setor mais consumidor e atrasado do mundo as engolimos em pessímas traduções feitas pelas pessoas mais conhecidas e queridas por desconhecidos.
Somos atualmente essa sociedade que se atualiza e ``cria`` em poucos segundos, o que em duas horas depois, ninguém mais vai querer ver. Não temos presente, tentamos lembrar apenas as mentiras do passado que tem algum significado para que ningém se lembre depois de responder as questões de múltipla escolha.
Não temos história, mas estórias que engolimos, decoramos e sim perpetuamos, nesse vai e vem em que fingimos entender alguma coisa.
E digerimos nossas doenças entre a informação que temos delas, e sabemos como evitá-las, mas preferimos continuar doentes, por que o prazer é melhor do que o tempo que vou perder fazendo a coisa `certa`.
Então já não podemos pedir a verdade, para que a paz permaneça. Precisamos de um pouco de estórias e sim de re-leituras, já que o tempo não tem importância e as palavras não tem significado algum nos dias em que vivemos.