O que nos une? O
que nos separa? Tanta proximidade, tanta permissão e uma eterna distância.
Distância sombria, que corta qualquer vínculo temporário.
Garotos, garotas
e seus afins. Juventude reunida. De cabeça erguida, ás vezes sim, às vezes não.
Sigo na contramão sem saber como distinguir vandalismo de revolução? Nem eu sei
dizer o que penso sobre tudo que acredito e cumpro em mim. Não sei se esta
causa me torna uma escrava.
20 de maio de
2012 foi um dia daqueles, entrei em muitos lugares e não-lugares, vi muitas pessoas
e alguns ninguéns. Tomei muitas bebidas e não paguei por nada. (Eu entro e saio
de muitos lugares e nunca faço parte do lugar, apenas observo). O que vi: corpos lascivos em ritmos frenéticos,
entorpecidos ou simplesmente ritmados no embalo de um som agressivo aos meus
ouvidos (por que o meu som nunca toca por aqui, quando toca é apenas uma música
e acaba rápido).
Escrevi esse
microtexto às seis da manhã e voltando da noite anterior. Quando saí às sete
horas da noite; “penetrei” legal, geral. Penetra do tipo vip. Que entra e anima
a festa. Em outros lugares fiquei quieta no canto com medo dos não-iguais. O
que é um absurdo.
Nós humanos
somos os seres mais patéticos, por que procuramos os outros e ao mesmo tempo os
tememos. Temos medo da solidão, e mais medo ainda de quem pode suprir essa
solidão. Tememos até a falta de sentir medo. Eu senti muito medo. E fiquei
firme. Não estava no meu lugar. E não demonstrei isso em momento algum. Afinal
nem lembro mesmo a última vez que estive nos “ meus lugares”.

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