PESADELO
FABRICADO EM MASSA E PARA MASSA
Fico impressionada com a capacidade que a
sociedade atual tem para fingir que tudo está bem e que não existe a
necessidade de procurarmos por ajuda psicológica. Nos dias atuais em que temos
tanto aceso à (sabedoria) informação, algumas pessoas preferem que suas ângustias
se transformem em tumores e às vezes em câncer, mas não querem procurar ajuda,
nem mesmo que seja auto-ajuda. Por que os livros estão em todos os lugares,
basta procurá-los, e se tiver preguiça de ler, é só assistir a um filme que
trate sobre um assunto que lhe interessa, e assim, resolver ou até mesmo obter
ajuda para alguns questionamentos.
Mesmo assim, as pessoas de nossa sociedade
preferem esconder seus traumas e alimentar o monstro que estes criam dentro de
suas mentes. O que por vezes resulta em caso em que psicopatas convivem lado a
lado de pessoas saudáveis, sem que estas saibam de sua doença. Gerando danos à
mente de quem está ao seu redor, tanto de crianças quanto de adolescentes e adultos
que possuem pouca formação ou ainda se encontram em processo de formação.
Uma das
principais características que tais indivíduos possuem é o de querer governar a
vontade de outras pessoas que se encontram sob seu domínio. Sendo que,
geralmente tendem a influenciar quem está ao seu redor com idéias negativas ou
até mesmo sugerindo que devem ser pessoas dóceis e calmas que devem aceitar a
submissão e a opressão que estes lhe impõem.
E até quando iremos
aceitar que algumas pessoas determinem o futuro de outras? Até quando iremos
aceitar ver a juventude ser destruída por que “coronéis” querem mandar e
desmandar na vida de todos. Não é aceitável ver gente honesta sendo subjulgada
por pessoas que nem mesmo se dão ao trabalho de conhecê-las. E essa gente
honesta, que é diariamente humilhada por seua patrões (ou melhor por seus
senhores feudais), essa gente é quem dá todo o lucro que o seu “dono” possui e
que utiliza para se divertir em seus parques de diversão.
Enquanto o filho
do pobre, o filho de ninguém vende alguma coisa ou até vende a si mesmo em uma
esquina, o filho do senhor feudal (o fidalgo) está usando um produto produzido
por escravos em algum país da Ásia, para logo depois ser assaltado ou “não”(às
vezes o assalto é a mentira que eles inventam para não contar pelo que trocaram
o produto) pelo moleque que fica na esquina.
Este é um ciclo
interminável em que nos perguntamos quem atirou a primeira “pedra”, e não
saberemos responder. Enquanto isso uma mãe chora por seu filho que matou ou que
morreu, ou que roubou ou que foi
assaltado.

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