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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fotografia

Eu estou em cima?
Eu estou em baixo?
Eu estou de lado?
De que lado?

Eu já não sei de que lado fico
Eu já não sei a cor da minha pele
Estou me pintando com outra tinta

Eu só sei que vejo
o que não quero
e fico triste
Algumas mulheres e seus dramas do cotidiano
enquanto eu ando na rua
voltando para o lugar que não é a minha casa

Eu só sei que ouço
Histórias contadas por outros...
e depois descubro a verdade.
Que me fere mais do que um tapa
Que me faz querer fugir
desta suposta realidade

Eu só não sei o que sinto
Me visto de hipocrisia
e me comporto como uma morta
recém-chegada ao inferno
e o que isso importa?
Somos todos marionetes do Destino
Onde, em um divertido jogo
representamos papéis avulsos
em contos do imaginário
que um dia irão se realizar

Eu vejo a mim do outro lado
não sou o reflexo do espelho
sou a sombra que mora dentro
sou o lodo que escorre
entre as veias
e também os pensamentos
expressos durante os pesadelos

Mas, de repente
...
pintaram tudo de cor de rosa
e então
famos fingir
este é o jogo: interpretar uma fotografia.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Poesia para os mortos

As pessoas de uma certa cidade não sabem mais o que é a paz.
Os jovens morrem
As crianças são violentas
E nós, ditos normais tememos as ruas.
Nos escondemos no que ainda resta de serenidade
nos escondemos atrás do que ainda não foi levado.
Não chove apenas...
mas, parece que a tempestade não vai passar.
e nunca acreditamos tanto que;
os que aqui estão esperam tanto que tudo isso
termine
De que cidade estou falando
com tantos horrores por aí no mundo.
Fica meio difícil de dizer...
Mas...
estou falando do interior
de um lugar que todos os dias enterra seus mortos
mortos vivos de vinte e poucos anos
ou menos.
e quando se tem essa idade
fica claro que estamos sem chão
e parece que não vamos sobreviver
(pelo menos, não todos)
alguns vão ficar pelo caminho.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Metas

Seja quem for, é preciso saber o que se quer.
E sem uma meta não é possivel chegar em algum lugar. (AHAHAH)
( não acredito nem um pouco no que acabo de escrever)
Por que
essas palavras não são as minhas.

A vida é o lugar das oportunidades, então para que traçar um plano?
Vou continuar seguindo mesmo, com ou sem meta.

A vida só tem sentido quando alguém que faz a gente pirar chega...
e quando a praia está perfeita...
e o sol se põe...
e muitas outras coisas simples...
que só eu consigo ver...

e...

Isso é a felicidade!!!


Geralmente não preciso estabelecer uma meta para que isso aconteça, sai sem querer.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Acredito mesmo que escrevemos para dificultar a mensagem, isto é, para que pucos entendam o que está escrito. Escrever, antes  tinha sentido para mim. Ficava emocionada, escrevia. Via um filme, tinha que fazer uma anotação, mas atualmente odeio escrever por que escrevo uma coisa que vai ficar armazenada em algum lugar e quase ninguém vai ler.  Estou na fase da monografia, monotonia, antipatia... e outras "ias" que rimem.
Li em algum lugar que para escrever bem é necessário dizer quatro vezes a mesma coisa, no mesmo parágrafo. Isso não parece um absurdo?
Pois bem, para mim, escrever é comunicar algo, deixar um recado p'ra mãe, mandar dá um peteleco no irmão por e-mail, mas a mãe está tão longe... E a minha escrita mudou tanto que nem reconheço mais.
A única marca é a insatisfação.