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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Controle instituído

Eu vejo o controle que é instituído no cotidiano como regras, apenas regras, que as pessoas têm medo que desapareçam. Tem tanto medo que elas desapareçam que vigiam e punem os que por algum motivo questionam o porquê de cumprir essa ou aquela "ordem". Mas, na verdade, ninguém cumpre 100% as regras, todos sem exceção cometem seus deslizes. Os que não se encaixam ( no sentido de caixa mesmo) ou não se adaptam ao modelo ( ou molde, formato ) estabelecido QUE NÃO É NADA REGULAR OU REAL, sofrem as críticas e ou punições.
Então vão tentar “salvar-te” desta ou daquela forma e se você não conseguir fingir que concorda com o caos estabelecido, lhe convidam para ir para ILHA. Se é que sabem dessa ilha? Se o texto parece desconexo, então é por que não conheces a literatura do mundo.
O controle do cotidiano tem uma origem histórica, para quem lê literatura brasileira fica fácil entender que: somos fofoqueiros por natureza. Alguns livros realistas retratam bem essa época, principalmente Memórias de um Sargento de Milícias, ou o Cortiço. A população branca costumava olhar a vida dos outros por não ter aborrecimentos maiores (não tinham mesmo que fazer, ou se tinham não faziam caso), enquanto a população negra e mestiça, tinha que vigiar e comunicar, isto é, fofocar para se manter viva e também para cuidar dos seus.
Não é de hoje, nem de ontem que fofocamos; isso vem de mais longe. O único problema é que, antes havia sentido em comunicar algo. Havia a necessidade de avisar ou solicitar algo, hoje em dia, escrevemos ou falamos por falta de assunto. Observamos algo ou alguém também por falta de assunto. “eu não tenho nada pra dizer/ também não tenho o que fazer/ só pra garantir esse refrão/ eu vou enfiar um palavrão...
Escrever, escrever, escrever...
Para que? Ou melhor, para quem, se estão todos cegos e surdos?
Não vêem um palmo a sua frente. Algumas pessoas não mereciam o acesso a essa técnica, que deveria ser exclusiva dos deuses e das ninfas.

Auf wiederhören

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os pecados do passado

Queira ou não, eles voltam para nos assombrar. E vão te julgar pelo que cometeu sem pensar. Gente que não consegue ver alguém se levantar novamente, aparece para dizer que sabe o que aconteceu e até mesmo se julga capaz de prever o futuro incerto e duvidoso das pessoas que cometeram algum deslize. Só que, sejamos sensatos, não somos os mesmos quando acordamos todos os dias. Como assim?
A cada dia o ser humano se regenera tanto física quanto psiquicamente, isso é, pessoas que buscam sua melhora. Então, por que lembrar o passado? Para ficar preso nele? Para não evoluir?
Lembremos do passado para mostrar o quanto evoluímos, para dizer: eu era, eu ia, eu estava desse ou daquele jeito, mas hoje eu estou assim, aqui ou mesmo para simplesmente dizer “eu melhorei muito”.
Dar votos de confiança à pessoas que simplesmente superam as barreiras impostas em suas vidas, não é ser tolerante e sim mostrar cidadania, civilização e por que não, cultura.
Por que é necessário que haja escândalos, mas devemos saber lidar com eles.
Por um mundo melhor e mais solidário, devíamos perder nosso tempo fazendo o bem e não o mal. Tentando doar algo de bom a alguém, mesmo que esse algo não seja um objeto, mesmo que nem possa ser visto.
Como dizia alguém que já se foi, mas permanece aqui: é preciso amar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fingindo ler

Escrevo nesse blog que quase ninguém entra, só para demonstrar o quanto fico indignada com coisas que vejo, ao vivo ou na net.
Hoje fui buscar na net alguns livros que faz tempo, estão na minha lista de leitura, mas eu fico enrolando para ler, daí que tem um site que ensina como fingir que leu o livro, o que é um absurdo.
A leitura é a única forma de liberdade que ainda não separava as pessoas, mas agora parece que já não é mais assim. Basta fingir que leu. Fingir que sabe.
O que sobrou de verdade? Se é mesmo que alguém ainda se interessa.
Se ler esse blog, minha dica é:
Não use esse recurso, não finja que leu.
Realmente leia o que gosta, ainda que seja um quadrinho, até Playboy vale a pena ler, mas leia , pelo amor de Deus!