Eu vejo o controle que é instituído no cotidiano como regras, apenas regras, que as pessoas têm medo que desapareçam. Tem tanto medo que elas desapareçam que vigiam e punem os que por algum motivo questionam o porquê de cumprir essa ou aquela "ordem". Mas, na verdade, ninguém cumpre 100% as regras, todos sem exceção cometem seus deslizes. Os que não se encaixam ( no sentido de caixa mesmo) ou não se adaptam ao modelo ( ou molde, formato ) estabelecido QUE NÃO É NADA REGULAR OU REAL, sofrem as críticas e ou punições.
Então vão tentar “salvar-te” desta ou daquela forma e se você não conseguir fingir que concorda com o caos estabelecido, lhe convidam para ir para ILHA. Se é que sabem dessa ilha? Se o texto parece desconexo, então é por que não conheces a literatura do mundo.
O controle do cotidiano tem uma origem histórica, para quem lê literatura brasileira fica fácil entender que: somos fofoqueiros por natureza. Alguns livros realistas retratam bem essa época, principalmente Memórias de um Sargento de Milícias, ou o Cortiço. A população branca costumava olhar a vida dos outros por não ter aborrecimentos maiores (não tinham mesmo que fazer, ou se tinham não faziam caso), enquanto a população negra e mestiça, tinha que vigiar e comunicar, isto é, fofocar para se manter viva e também para cuidar dos seus.
Não é de hoje, nem de ontem que fofocamos; isso vem de mais longe. O único problema é que, antes havia sentido em comunicar algo. Havia a necessidade de avisar ou solicitar algo, hoje em dia, escrevemos ou falamos por falta de assunto. Observamos algo ou alguém também por falta de assunto. “eu não tenho nada pra dizer/ também não tenho o que fazer/ só pra garantir esse refrão/ eu vou enfiar um palavrão...
Escrever, escrever, escrever...
Para que? Ou melhor, para quem, se estão todos cegos e surdos?
Não vêem um palmo a sua frente. Algumas pessoas não mereciam o acesso a essa técnica, que deveria ser exclusiva dos deuses e das ninfas.
Auf wiederhören
Então vão tentar “salvar-te” desta ou daquela forma e se você não conseguir fingir que concorda com o caos estabelecido, lhe convidam para ir para ILHA. Se é que sabem dessa ilha? Se o texto parece desconexo, então é por que não conheces a literatura do mundo.
O controle do cotidiano tem uma origem histórica, para quem lê literatura brasileira fica fácil entender que: somos fofoqueiros por natureza. Alguns livros realistas retratam bem essa época, principalmente Memórias de um Sargento de Milícias, ou o Cortiço. A população branca costumava olhar a vida dos outros por não ter aborrecimentos maiores (não tinham mesmo que fazer, ou se tinham não faziam caso), enquanto a população negra e mestiça, tinha que vigiar e comunicar, isto é, fofocar para se manter viva e também para cuidar dos seus.
Não é de hoje, nem de ontem que fofocamos; isso vem de mais longe. O único problema é que, antes havia sentido em comunicar algo. Havia a necessidade de avisar ou solicitar algo, hoje em dia, escrevemos ou falamos por falta de assunto. Observamos algo ou alguém também por falta de assunto. “eu não tenho nada pra dizer/ também não tenho o que fazer/ só pra garantir esse refrão/ eu vou enfiar um palavrão...
Escrever, escrever, escrever...
Para que? Ou melhor, para quem, se estão todos cegos e surdos?
Não vêem um palmo a sua frente. Algumas pessoas não mereciam o acesso a essa técnica, que deveria ser exclusiva dos deuses e das ninfas.
Auf wiederhören
