Eu acredito que ler não é só pegar o livro, mas como dizia Freire, ler o mundo ao seu redor. Ler uma tirinha, um quadro na parede, o outdoor na rua, etc. Quantas linguagens se escondem por trás dos símbolos, e conseguir ler não se resume a juntar sílabas, mas dominar ou ser dominado.
Devemos nos preparar para textos mais curtos a cada dia e pessoas que não tem acesso a cultura por que estão presas a banalidade da diversão? Sim, por que alguns autores antigos precisam passar por releitura se quisermos que sejam lidos hoje em dia, por que a garotada não tem paciência de interpretar o texto. Digo isso porque já tentei fazer com que uma turma de oitava série lesse e fizeram pouco da minha cara, enquanto eu incentivava a leitura de um simples texto de uma página.
E quem perde com isso? Todos nós perdemos. Numa sociedade em que poucos conhecem e dominam os códigos, a maioria se torna útil para trabalho onde não utiliza o intelecto e com isso temos menos produção cultural, índices de violência maiores e pessoas dóceis (os que não deram para ruim são doceis).
O governo não é maior do que a nossa vontade de querer algo melhor ,e melhor para todos, o problema é que fica mais fácil jogar a culpa em alguém.
Eu sempre tive pouca grana, mas sempre dei um jeitinho de ter acesso a cultura, leio desde meus 3 anos de idade e incentivo esse hábito às gerações futuras, mas como falei antes tem muita coisa que precisa ser repensada para chamar atenção dessa geração "rede social" ou melhor geração "zapzap", que nasceu com a tecnologia ao seu alcance, mas ainda enfrenta os mesmos problemas sociais que seus pais enfrentaram.
E ter tecnologia, nem sempre significa fazer bom uso dela. Por exemplo, a quantidade de bibliotecas virtuais e sites que oferecem cursos gratuitos no ar enquanto muita gente prefere usar a internet para diversão.
Acredito que rede social só traz proveito quando se usa de forma consciente.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Geração zapzap
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